Ranking do Enem 2009 mostra desigualdade entre escolas
Das 20 melhores escolas de ensino médio do país, 12 estão na Região Sudeste, quatro na Região Centro-Oeste, quatro na Nordeste e apenas duas são públicas. O diagnóstico, que mostra a desigualdade entre as instituições dependendo da localidade ou do gestor, está no resultado do desempenho por escola no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2009, divulgado nesta segunda-feira (19/07) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), ligado ao Ministério da Educação.
O desempenho das escolas foi calculado com base na média total obtida por seus alunos nas provas objetivas e na redação. A média nacional, segundo o Inep, foi de 500 pontos. As escolas particulares conquistaram os melhores resultados e são maioria no ranking, com 18 das 20 posições. A melhor escola do País, segundo os resultados do Enem 2009, é o Colégio Vértice, de São Paulo, com média total de 749,7.
Em seguida, estão o Instituto Dom Barreto, de Teresina, com 741,59 pontos, e o Colégio São Bento, do Rio de Janeiro, que liderou a classificação nos últimos dois anos e, em 2009, teve média total de 741,32 pontos.
As duas únicas instituições públicas da lista das 20 com melhor desempenho no Enem são escolas ligadas a universidades. O Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Viçosa (UFV) obteve média total de 734,66 pontos e ficou com a sétima colocação no ranking. Ligado à Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), o Colégio de Aplicação Fernando R. da Silveira teve média total de 722,58 e aparece na 17° posição.
Região
No ABC, a Etec Júlio de Mesquita, em Santo André, aparece entre as 20 melhores escolas públicas de São Paulo, com uma média nacional de 658,42. Há cinco anos a instituição se mantém na primeira colocação no Enem entre as escolas da cidade. De acordo com a diretora da Etec, Suely França Magini, o fato dos alunos serem selecionados por um vestibulinho ajuda na manutenção dos bons resultados.
“Ao selecionarmos os alunos através do vestibular, ficamos com os melhores do Estado. São estudantes que demonstram compromisso com o aprendizado e interessados em se colocar da melhor forma no mercado de trabalho. Isso, aliado à dedicação dos professores e funcionários, contribui para a boa nota do Enem”, explica.
Mas a região também tem as piores instituições públicas e privadas do estado. A Escola Estadual Reinaldo José Santana, em Diadema, registrou média de 401,73, sendo considerada a décima pior entre as estaduais. Mas Mauá conseguiu um resultado ainda mais baixo: A média da Escola Estadual Florisbella de Campos Werneck foi de 386,3. Entre as particulares, Diadema tem a pior unidade. O Colégio Roman ficou com 449,31 pontos de média nacional.
Com 249,25 pontos, metade da média nacional, o pior desempenho no exame foi o da Escola Estadual Indígena Dom Pedro I, em Santo Antônio do Içá, no Amazonas.
A participação no Enem é voluntária. Escolas com menos de 2% de participação de alunos no exame não tiveram suas médias divulgadas. (Com informações da Agência Brasil)